Excursoes nas Favelas
Favela da Rocinha situa-se na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro e possui cerca de 200.000 habitantes, em uma área de 700.000 metros quadrados.
Histórias contadas através de livros e depoimentos de pessoas que residiram e residem na Rocinha narram que a comunidade recebeu seus primeiros habitantes, logo após a II Guerra Mundial, vindos de Portugal, França e Itália. Eles viviam, basicamente, da agricultura, possuíam pequenas roças e vendiam suas produções no povoado vizinho (Gávea). Daí surgiu o nome: Rocinha.
Através da Lei 1995 de 18 de julho de 1993, a Rocinha foi transformada em bairro e, a partir daí, grandes investimentos e empreendimentos começaram a compor este universo de hoje. Mesmo sendo elevada a bairro todos a conhecem como Favela da Rocinha.
Possui um comércio muito diversificado, ocupando a parte mais baixa, como a Via Ápia ou o Largo do Boiadeiro. O morador não precisa sair do bairro para comprar o que precisa, desde um botão de roupas até móveis. No alto do morro vê-se São Conrado e do outro lado a Lagoa e o Morro do Corcovado, onde fica o Cristo Redentor. Quem conhece o Rio pode afirmar ser esta uma das vistas mais bonitas.
E foi assim com toda esta “infra-estrutura” que uma das maiores favelas da América Latina começou a receber turistas, na sua maior parte estrangeiros. A Rocinha participou do roteiro do chamado turismo alternativo para estrangeiros em 1992, durante o encontro mundial sobre ecologia, Eco-92. Na ocasião, foram feitas as primeiras experiências de visitas organizadas à favela. Antes disso, turistas já subiam o morro, levados por guias ''free-lancer'', mas em passeios improvisados.
Os turistas chegam ao Rio de Janeiro querendo checar as informações que recebem pela imprensa, se é realmente verdade toda a violência que vêem nos morros brasileiros, mas depois de visitarem a Rocinha eles ficam encantadas com o que viram que recomendam para os amigos quando retornam aos seus países de origem.
As agências de turismo detectaram, há algum tempo, esse interesse e procuraram formas de apresentar a favela ao turista, o que não é uma coisa simples, já que, numa favela, os códigos de conduta e institucionalidades são bem diferentes das que estamos acostumados.
Na Rocinha, existem algumas agências operando, através de passeios de veículos ou a pé. O passeio começa no acesso via Gávea da Rocinha. Uma vez no topo da favela, os turistas são levados ao alto de uma das casas, onde têm uma visão panorâmica do lugar. Em seguida vão descendo por vielas até chegar à Rua do Boiadeiro, região onde se concentra a maior parte do comércio da Rocinha. No fim da rua o carro já está à espera deles. Durante o tour eles aprendem um pouco sobre a história e o cotidiano de uma favela, e aproveitam para tirar suas dúvidas. Mas o que determina, realmente, o roteiro, além do perfil do turista, são as atividades, o momento e o clima da Rocinha. A favela é um museu em movimento, lá você não pode trabalhar, exclusivamente, com um roteiro pré-definido.
A Rocinha oferece aos turistas um Posto de Recepção ao Turista, onde 15 artesãos expõem seus trabalhos com os mais diferentes artesanatos desde camisetas, quadros até cadeiras trançadas com cordas.

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