Macuco Safari - Cataratas do Iguacu
Que tal admirar as Cataratas por um ângulo diferente? Pois bem. Quem topa o desafio encontra fortes emoções em Foz do Iguaçu no passeio Macuco Safari, uma ousada navegação pelo rio Iguaçu que leva os turistas a menos de cinco metros das quedas d'água mais famosas do Brasil. Ligeiros botes infláveis rasgam as corredeiras rio acima em busca de belas paisagens e um visual inusitado das Cataratas. De lá é possível vê-las de baixo.
A aventura começa em terra firme, às margens da rodovia que corta o Parque Nacional do Iguaçu e termina no mirante dos saltos. O asfalto fica para trás no Km 25. Dali um jipe elétrico não-poluente leva os visitantes até a beira do rio por meio de uma trilha. O trajeto de 3 quilômetros, feito em meio à floresta nativa, reserva surpresas como orquídeas e a palmeira-jussara, fornecedora de saboroso palmito. Os últimos 600 metros antes de chegar ao Iguaçu são feitos a pé.
Encerrada a caminhada, é hora de se molhar dos pés à cabeça e, porque não, lavar a alma. O embarque nos botes acontece em uma plataforma situada na margem direita do Rio Iguaçu, cerca de 4 mil metros depois das Cataratas. É aconselhável deixar os pertences e documentos no atracadouro. Sacos plásticos são distribuídos para proteger as filmadoras e máquinas fotográficas.
Os botes que levam os turistas até as quedas têm capacidade para 25 pessoas e são dotados de dois motores de 150 cavalos, potência suficiente para garantir a navegação de um iate. “Só assim para vencer a correnteza”, explica o barqueiro Paulo Soares, há oito anos na atividade e responsável por levar celebridades a bordo. Por ali já passaram ilustres como o presidente Luis Inácio Lula da Silva, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton e o ator Anthony Hopkins.
A presença de autoridades prova que a segurança é preocupação constante de quem organiza o passeio. O uso do colete salva-vidas é obrigatório. Porém, os cuidados tomados não garantem tranqüilidade plena a todos durante a aventura. Em alguns momentos é inevitável não temer a força da natureza.
No caminho até as Cataratas sobram demonstrações de habilidade dos barqueiros, que driblam a correnteza com espantosa técnica. A natureza, escultora de um belo canyon cravado em meio ao basalto, também mostra seu repertório. Em dias de sol é quase impossível terminar o passeio sem avistar um arco-íris sequer. Dispostos de uma margem à outra, os arco-celestes mais parecem um portal de acesso ao paraíso. A maravilha em voga são as Cataratas.
O trajeto percorrido pelos barcos próximo às quedas varia conforme a vazão do rio. Com pouca água as corredeiras ficam mais perigosas e os botes limitam-se a ir até o Salto Três Mosqueteiros. Já no período de chuvas, ou quando as comportas das quatro usinas hidrelétricas localizadas no curso do rio Iguaçu são abertas, é possível chegar ao Salto Três Marias, bem perto da Garganta do Diabo. O veredicto sobre o roteiro fica por conta dos barqueiros, conhecedores das mudanças no fluxo das águas. Para se ter idéia, num mesmo dia o rio tem até três períodos de cheia.
De frente para as quedas d'água, o melhor a se fazer é relaxar e registrar a paisagem paradisíaca. O barco pára por alguns minutos colocando como pano de fundo para as fotos as Cataratas argentinas.
Com as recordações guardadas, é hora de zarpar para o momento mais emocionante do passeio. O bote aproxima-se rapidamente das quedas arrancando reações diversas dos turistas. A força com que a água despenca dos paredões de basalto impressiona quem está a bordo. O estrondo provocado pelo contato da cascata com o rio é ensurdecedor. O banho propiciado pelos saltos é indescritível.
Uma dica para quem busca ainda mais emoção é sentar-se na dianteira do barco. Ali torna-se quase impossível abrir os olhos por causa do spray de água que jorra das quedas.
Os barqueiros repetem a incursão às Cataratas até três vezes, tudo para propiciar mais diversão aos passageiros. De volta às barrancas do Rio Iguaçu, o passeio termina com uma hora e meia de duração e as roupas encharcadas. Na memória, intactas, ficam as belas recordações e a vontade de voltar um dia àquela obra-prima das águas.
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