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Os melhores restaurantes de Salvador

Mistura
Eleito por unanimidade pelo júri de VEJA Salvador como o lugar que serve o melhor pescado da capital e também o primeiro do ranking dos melhores restaurantes da cidade, o Mistura, que até o ano passado se chamava Mistura Fina, nasceu da união entre um italiano e uma potiguar. Há dezoito anos, o casal Paolo Alfonsi e Andréa Ovídio Ribeiro comandava uma barraca de praia em Itapuã. O sucesso das receitas foi tamanho que o espaço ficou pequeno. Assim, após cinco anos, foi inaugurado o amplo restaurante, no mesmo bairro. A casa já passou por sete reformas e atualmente dispõe de salão climatizado e área externa com mesas espalhadas ao redor da construção. A cozinha tem influência das culinárias mediterrânea, açoriana, africana e regional. Os pratos são elaborados com pescados e frutos do mar fresquíssimos, a maioria vinda da colônia de pescadores de Itapuã, vizinha à casa. Especiarias são importadas da Itália. O cardápio é sazonal e conta com a criatividade do chef paraibano radicado em Florianópolis Elismar Anselmo, que passa temporadas na casa testando novas receitas, simples e saborosas, reproduzidas durante o ano por Andréa Ribeiro. O sistema é à la carte e oferece, diariamente, um bufê com mais de dez opções de frios e antepastos, a R$ 79,90 o quilo. O novo cardápio para o verão está sendo finalizado e a grande novidade são os pratos com trufas frescas. Como entrada, a sugestão é o guazzetto de mexilhões com tomate fresco, azeite extravirgem, regado com vinho branco e acompanhado de bruschettina ao alho e óleo, R$ 29,00. Saído do forno, o prato principal sugerido é o robaleto al cartoccio (robalo de 700 gramas ao forno com aromas de ervas, acompanhado de risoto feito com a casca do limão siciliano), R$ 44,00. Como sobremesa, prove o sorbetto de limão e manjericão com carpaccio de morango, R$ 14,00. A casa tem adega climatizada para 1 000 garrafas e carta de vinhos com noventa rótulos. Em frente ao restaurante, os proprietários acabam de abrir uma pequena e charmosa pousada, que abrigará, segundo o projeto, uma escola de gastronomia e enologia do Instituto de Culinária Italiana para Estrangeiros.

Rua Professor Souza Brito, 41, Itapuã, 3375-2623 (150 lugares). 12h/0h (seg. a sáb.); e 12h/23h (dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. (manobr.). Couvert: R$ 8,00. Ar. www.restaurantemisturafina.com.br. Aberto em 1993. $$$

Califa
Há dezesseis anos o restaurante mantém clientes fiéis, que procuram a casa para uma refeição completa ou para tomar um chope e jogar conversa fora com amigos em meio à intensa movimentação da praça de alimentação. No ambiente interno, o serviço é à la carte. A novidade neste ano foi uma reforma. Uma fachada moderna de madeira e vidro foi instalada e o salão ganhou novas mesas e cadeiras com assento acolchoado. Quem preferir uma refeição rápida em uma das mesinhas da praça tem a opção do bufê por quilo, R$ 25,90, com receitas típicas da cozinha árabe. São oferecidos oito saladas, oito pratos quentes e pastas. Como entrada, a sugestão é o tradicional quibe da casa, de recheio farto, ou a esfiha de carne, ambos por R$ 3,90. Como prato principal, experimente o michuí de cabrito, acompanhado de batatas sauté, R$ 27,00. Para adoçar a boca, uma das sobremesas mais pedidas é o mamul, doce árabe com recheio de nozes ou tâmara, R$ 2,80. Para os adeptos de petiscos com chope, boas pedidas são as porções de miniquibe e de miniesfiha, R$ 9,20 cada. O chope de 300 mililitros custa R$ 3,10. Foi eleito o melhor restaurante árabe da capital, de acordo com votação do júri de VEJA Salvador.

Avenida Centenário, 2992, lojas 143 e 144, 1º piso, Shopping Barra, Barra, 3267-8249/1267 (62 lugares). 9h/22h (seg. a sáb.); e 12h/22h (dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. T.: C, N e T. (do shopping). Ar. Aberto em 1990. $

Bargaço
Aos 9 anos Leonel Evaristo da Rocha deixou sua família em Limoeiro, no interior de Pernambuco, e saiu em busca de um lugar ao sol. Trabalhou como vendedor de jornais, camelô, balconista, borracheiro, lavador de pratos, garçom, balconista e cozinheiro. Foi em Salvador que ele conseguiu realizar seu sonho, abrir um restaurante. Em 1971, foi inaugurado o Bargaço, que era para se chamar Bar do Garçom, mas ganhou seu nome por um descuido do pintor na confecção da placa. A modesta casa tinha apenas cinco mesas, todas emprestadas por um amigo. A dedicação e a paixão de Leonel pela gastronomia transformaram o local em um dos restaurantes mais festejados da capital, eleito pelo júri de VEJA Salvador como o melhor restaurante brasileiro da cidade, num empate com o Mar Aberto. A decoração é rústica, com quadros que remetem à cultura da Bahia. Na entrada, um gramado deixa o cliente à vontade. Além de Salvador, o Bargaço tem filiais em Brasília, São Paulo, Recife e João Pessoa. Para abrir o apetite, a sugestão é a casquinha de siri, R$ 7,26. Como prato principal, o mansuá, feito com lagosta, camarão grande, polvo e mexilhões grelhados com molho de ervas finas, R$ 66,00. Para fechar a refeição, a tradicional cocada preta, R$ 6,00.

Rua P, quadra 43, lotes 18 e 19, Jardim Armação, 3231-5141/3900 (270 lugares). 12h/0h (seg. a dom.). Cc.: D e M. Ar. www.restaurantebargaco.com.br. Aberto em 1971. $$$

Mar Aberto
O restaurante abriu suas portas há 22 anos na antiga vila de pescadores de Arembepe, por onde já passaram ícones da década de 70 como Janis Joplin. A casa de três andares fica à beira-mar. A decoração tem elementos rústicos, como madeira e palha, bem ao estilo praiano. Os visitantes podem apreciar exposições de telas ou fotografias de artistas locais e de outros países. O cardápio une as culinárias regional e internacional com muita criatividade. A cozinha é comandada pelo chef Getúlio Oliveira, responsável pela criação dos pratos. A especialidade da casa são os frutos do mar, fornecidos, em sua maioria, pelos pescadores da vila. Porém, há opções de massas, carnes vermelhas e pratos vegetarianos. A entrada sugerida é a casquinha de lagosta gratinada, R$ 17,60. Um prato principal dos mais pedidos é o bacalhau à brasileira, preparado com azeite de oliva, leite de coco, legumes, azeitona, ovos e tempero verde, tudo servido no prato de barro, por R$ 65,00 para duas pessoas. Como sobremesa, vale a pena provar o petit gâteau com cocada branca e sorvete de creme, R$ 8,50. O manjar com calda de pimenta e manga também faz sucesso entre os clientes, R$ 6,50. O júri de VEJA Salvador elegeu o Mar Aberto o melhor restaurante de comida brasileira, num empate com o Bargaço.

Largo de São Francisco, 43, Arembepe, Camaçari, 3624-1257 (150 lugares). 11h30/22h (seg. a qui.); 11h30/0h (sex. e sáb.); e 12h/19h (dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Aberto em 1984. $$

Boi Preto
O restaurante faz parte de uma rede nacional, com filiais em São Paulo e no Recife. O requintado ambiente é constituído por um american bar e salão principal com divisões para fumantes e não-fumantes. Para tornar a refeição mais agradável, todas as noites, exceto aos domingos e feriados, os clientes desfrutam boa música no piano-bar. Conhecido pelas carnes nobres servidas no rodízio, R$ 49,90, o Boi Preto oferece 28 cortes, entre eles a picanha nobre e o bife de ancho. A picanha argentina continua sendo uma das mais apreciadas. Incluso no preço do rodízio, um bufê diversificado oferece frutos do mar, mais de quarenta saladas, seis pratos quentes, pães, queijos importados e comida japonesa. A lingüiça apimentada, o muslito (carne de caranguejo) e o camarão pistola estão entre as preferências dos clientes como aperitivo. Para fechar a refeição em alto estilo, são oferecidas mais de vinte sobremesas. Experimente o bombom de morango, R$ 11,90. A casa tem adega para 1 500 garrafas. A carta de vinhos lista 200 rótulos. O restaurante foi um dos eleitos no ranking das dez melhores mesas da capital e arrebatou o título de a melhor carne da cidade, conforme a votação do júri de VEJA Salvador.

Avenida Octávio Mangabeira, s/nº, Boca do Rio, 3371-1429 e 3362-8844 (240 lugares). 12h/16h30 e 19h/0h (seg. a qui.); 12h/0h30 (sex. e sáb); e 12h/0h (dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Ar. www.grupoboipreto.com.br. Aberto em 1999. $$$

Barbacoa
O restaurante está presente nas cidades de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Manaus e Tóquio, no Japão. Todas as casas seguem um padrão clássico de decoração em todos os ambientes. A filial de Salvador dispõe de salão vip, lounge, bar e salão principal, onde é servida às quartas e aos sábados a melhor feijoada da cidade, segundo os votos do júri de VEJA Salvador. Uma mesa no centro do salão acomoda as panelas de cerâmica, com a feijoada e diversos acompanhamentos, como farofa, arroz, bacon, couve, laranja e dez tipos de carne. O bufê oferece ainda saladas e sobremesas, por R$ 39,90. No sistema à la carte cada prato dá direito a uma guarnição e ao bufê de saladas, com quarenta opções à escolha do cliente. Como prato principal, a sugestão é o t-bone, corte transversal de bife de chorizo e filé mignon, R$ 43,90. Por R$ 5,90, doces, tortas, musses, pavês e frutas podem ser saboreados à vontade na sobremesa. As crianças contam com o menu kids, cardápio especial composto de mini-hambúrgueres, espaguete e batatas smile e de letrinhas, por R$ 15,90. Nos fins de semana e feriados, os pequeninos podem se divertir em um espaço com animadores e jogos. A adega climatizada comporta 130 rótulos. A casa também foi apontada no ranking das dez melhores mesas da capital.

Avenida Tancredo Neves, 909, Caminho das Árvores, 3342-4666 (300 lugares). 11h30/0h (seg. a sáb.); e 11h30/18h (dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: todos. T.: todos. Manobr. Couvert: R$ 4,40. Ar. www.barbacoa.com.br. Aberto em 1999. $$

Amado
O melhor restaurante de cozinha contemporânea da capital, segundo a votação do júri de VEJA Salvador, é comandado pelo chef autodidata e também proprietário Edinho Engel. Há dezoito anos ele está à frente do premiado Manacá, na Praia de Camburi, no Litoral Norte de São Paulo. O Amado, inaugurado em 2005, fica no mesmo local onde funcionava o restaurante Galpão. O espaço foi completamente reformado pelo arquiteto Paulo Jacobsen, que conferiu aos quatro ambientes uma decoração rústica e, ao mesmo tempo, sofisticada. Elementos de madeira e vidro estão por todo lado, além de muitas plantas. Parte do teto da casa é forrada com palha de dendê. Além do salão principal, há uma sala reservada para eventos, uma ante-sala para quem espera por uma mesa e o deque debruçado sobre a Baía de Todos os Santos. Engel é quem cria todas as receitas, além de comandar uma equipe de 45 funcionários, entre eles cinco maîtres e dois sommeliers. O cardápio tem predominância da cozinha brasileira contemporânea, com destaque para as receitas com peixes, frutos do mar e ingredientes regionais. Para começar bem a viagem gastronômica, experimente o tartar de atum com creme de raiz-forte e caviar, R$ 25,00. Como refeição principal, a sugestão é o prato dos pescadores, com frutos do mar grelhados, abobrinha, berinjela e tomate inteiro grelhado com molho à base de frutos do mar e azeite doce, R$ 54,00. Entre as sobremesas, peça o napoleon, massa folhada com doce de leite e chocolate acompanhada de sorvete de creme, R$ 18,00. A casa tem quatro adegas climatizadas com capacidade total para 3 000 garrafas. A carta de vinhos, assinada pelo enófilo André Freire de Carvalho, traz mais de 160 rótulos.

Avenida Contorno, 660, Comércio, 3322-3520 (175 lugares). 11h30/15h (seg. a qui.); 11h30/16h (sex. a dom.); 18h/0h (seg. a qui.); e 18h/1h (sex. e sáb.). Cc.: todos. Cd.: todos. Manobr. (R$ 5,00). Couvert: R$ 10,00. Ar. www.amadobahia.com.br. Aberto em 2005. $$$

Pereira
O casarão colonial de cor laranja com janelões na fachada se destaca na paisagem da orla da Barra, que no período colonial se chamava Vila do Pereira. Daí o nome do restaurante. A casa integra o complexo gastronômico da Vila da Barra, composto do japonês Sato e da importadora de vinhos Expand. São quatro ambientes diferenciados: dois salões internos e duas varandas, cercadas por árvores, que privilegiam a vista para o mar. Em contraste com a paisagem, há mesas e assentos repletos de almofadas coloridas. A cozinha contemporânea é comandada pelo chef João Silva, que sugere para entrada o mix de bruschettas clássicas, R$ 9,90. Como prato principal, o bacalhau do pereira, com batatas ao murro e tapenade, R$ 62,00, agrada aos paladares mais exigentes. Para fechar bem a refeição, boa pedida é o brigadeiro na colher, R$ 10,00. O chope da casa está entre as bebidas preferidas pelos clientes e foi apontado pelo terceiro ano pelo júri de VEJA Salvador o melhor da capital. O chope garotinho, de 200 mililitros, custa R$ 2,50, e o chope claro, de 300 mililitros, sai por R$ 3,30. A adega climatizada comporta 300 garrafas, e a carta de vinhos lista noventa rótulos, entre nacionais e importados.

Avenida Sete de Setembro, 3959, Barra, 3264-6464 (360 lugares). 12h/15h (qui a dom.); e 18h/último cliente (seg. a dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Manobr. (R$ 4,00 de dia e R$ 5,00 à noite). Ar. www.pereirarestaurante.com.br. Aberto em 2004.

Trapiche Adelaide
Um galpão desativado, que no passado serviu de depósito para que embarcações descarregassem suas mercadorias, deu lugar a um sofisticado restaurante de cozinha internacional, construído literalmente sobre o mar da Baía de Todos os Santos, já que a estrutura externa do trapiche foi preservada no projeto assinado pelo arquiteto David Bastos. Em 2007, a casa completa dez anos. O projeto continua sendo um dos mais comentados da capital, seja pelas enormes paredes de vidro que permitem a entrada da luz natural, seja pela vista singular da imensidão azul do mar em contraste com o branco das paredes da casa. O chef Piero Cagnin, nascido em Veneza, na Itália, é o responsável pela elaboração do menu e sugere para entrada o camarão new orleans, R$ 32,00. Como prato principal, boa pedida é o nhoque de mandioquinha com carne-seca, R$ 35,00. Uma das sobremesas mais pedidas é o cheesecake, R$ 12,00. Possui adega climatizada para 2000 garrafas, conservadas a uma temperatura média de 15 graus. Os clientes podem visitar o espaço e obter mais informações sobre as bebidas com o maître. A carta de vinhos lista 150 rótulos de doze países, com preços que variam de R$ 36,00 a R$ 6 650,00. A casa foi eleita pelo júri de VEJA Salvador como a detentora da melhor carta de vinhos da capital, além de ter ficado entre as dez melhores mesas da cidade.

Praça Tupinambás, 2, Avenida Contorno, Comércio, 3326-2211 (143 lugares). 12h/16h (seg. a dom. no almoço); e 19h/1h (seg. a sáb. no jantar). Cc.: D, M e V. Cd.: todos. Manobr. (R$ 2,00 por hora durante o dia e R$ 5,00, preço único, à noite). Couvert: R$ 8,90. Ar. www.trapicheadelaide.com.br. Aberto em 1997. $$$

Marc Le Dantec
O restaurante é a realização de um sonho para o jovem chef francês Marc Le Dantec. Após chefiar a cozinha do Galpão, ele decidiu que queria continuar vivendo na Bahia e abriu seu primeiro restaurante, no térreo de um flat no bairro de Ondina. Ladeado por paredes de vidro, o pequeno espaço tem estilo contemporâneo. Nas paredes, fotos das regiões francesas da Provence e da Bretanha, onde nasceu. A novidade é o "cantinho do vinho", espaço criado para a degustação de vinhos e frios. Dantec assina todos os pratos do cardápio, criações exclusivas, que, segundo ele, são fruto de sua imaginação atrelada à formação clássica francesa que obteve fazendo cursos com alguns dos mais renomados chefs de cozinha do mundo. Durante o ano, os clientes podem degustar três cardápios diferentes: um no outono, um no inverno e outro na primavera/verão. Logo na primeira página do menu, uma homenagem ao avô Pierre Le Roux, seu grande incentivador. Se estivesse vivo, Le Roux ficaria orgulhoso de ver o restaurante de seu neto ser eleito o melhor francês da capital, pela votação do júri de VEJA Salvador. Como sugestões do novíssimo cardápio primavera/verão, o chef indica para entrada a lula recheada à provençal, com emulsão de queijo de cabra, R$ 22,00. Como prato principal, experimente o badejo à geléia de pimenta doce, com pannequet de couve e purê de mandioquinha, R$ 34,00. Entre as sobremesas, destaque para a nova cocada recheada de creme de tamarindo, acompanhada de sorvete de coco, R$ 11,00. Cento e quatro rótulos fazem parte da carta de vinhos da casa, que possui adega com capacidade para 250 garrafas.

Avenida Oceânica, 3001, Térreo, Flat Pier Sul, Ondina, 3331-3854 (50 lugares). 19h15/0h (ter. a sáb.); e 12h/15h (qua. a sex.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. (R$ 4,00). Couvert: R$ 6,00. Ar. Aberto em 2005. $$$

Alfredo di Roma
A casa tem decoração clássica, piso em mármore, paredes de tijolinhos e mesas com toalhas brancas espalhadas em dois ambientes, um para fumantes e outro para não fumantes, divididos por um gradeado envelhecido. O american bar foi reformado e ganhou uma decoração moderna, com paredes em tons claros. Antes de degustarem as típicas receitas italianas, os visitantes costumam se entreter com fotos de artistas e personalidades que visitaram a casa. Algumas, inusitadas, mostram os ilustres clientes com falsas porções do famoso fettuccine na cabeça. Na cozinha, a estrela da casa é o chef Nailton Ribeiro, que há doze anos segue o padrão de qualidade da matriz, fundada em 1910, em Roma, na Itália. Como entrada, o chef sugere o carpaccio de salmão, R$ 16,80. O prato principal pode ser a batutta di manzo al pepe nero (filé mignon batido com molho ao poivre) com ravióli de gorgonzola, R$ 36,80. Entre as sobremesas, vale a pena experimentar o clássico tiramisu, R$ 13,00. É oferecido também o almoço executivo, composto por couvert, prato principal, sobremesa e cafezinho. O menu completo custa R$ 29,90. A adega climatizada tem capacidade para 100 garrafas. A casa foi apontada como o melhor restaurante italiano da cidade, conforme a indicação do júri de VEJA Salvador, e ainda figurou como uma das dez melhores cozinhas da capital.

Rua Morro do Escravo Miguel, s/nº, Atlantic Towers, Ondina, 3331-7775 (150 lugares). 12h/16h e 19h/0h (dom. a qui.); e 12h/16h e 19h/1h (sex. e sáb.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. (R$ 5,00). Couvert: R$ 6,90. Ar. www.alfredodiroma.com.br. Aberto em 1993. $$$

Joia Sushi Lounge
O restaurante, aberto em dezembro de 2005, é a realização de um sonho para os amigos e sócios Júnior Mendonça, Guilherme Caldas, Clóvis Garcez, Alex Daltro e o sushiman e chef Marcelo Fujita. Com dezessete anos de experiência no segmento, Fujita tem passagens pelos restaurantes Soho e Nobu, em Nova York, e Jam Warehouse, em São Paulo. A casa se propõe a ser um dining club de cozinha oriental contemporânea, onde as pessoas podem comer e depois curtir uma boa música em um ambiente agradável. Para tanto, a arquiteta Márcia Meccia executou um projeto arrojado, que mesclou o moderno a elementos da cultura oriental nos quatro ambientes: varanda, salão principal, onde fica o sushibar, saleta reservada e mezanino cercado por tendas, onde ficam o púlpito para apresentações de DJs e uma cama-mesa. Há mesas comunitárias no térreo que permitem agrupar até seis pessoas, muito disputadas na happy hour. Uma parede de vidro com cascata de água integra o projeto, a pedido do chef Fujita, pois, para os orientais, a água representa prosperidade. São dele as sugestões do menu: como entrada, o shimeji no papelote de alumínio, R$ 21,90. Como prato principal, destaque para o combinado irreverente (criações feitas na hora pelos sushimen) com vinte peças, R$ 50,90. Para fechar a refeição, o charuto de chocolate com banana (massa de arroz japonesa, com recheio de chocolate meio amargo e banana, passada na chapa), servido com sorvete de creme, R$ 12,00. Durante a semana, serve-se almoço executivo por R$ 23,90, com direito a bufê variado e grelhados. Há música ao vivo aos domingos, segundas e terças, e DJ todos os dias. A casa foi eleita o melhor lugar para a happy hour na capital, segundo o júri de VEJA Salvador.

Rua das Hortênsias, 954 (Praça Alfred Nobel), Itaigara, 3452-1823 e 8187-4000 (reservas) (160 lugares). 12h/16h (seg. a dom.); 19h/1h (dom. a qui.); e 19h/2h (sex. e sáb.). Cc.: todos. Cd.: todos. Manobr. (R$ 5,00 à noite). Ar. Aberto em 2005.

Soho
O restaurante surgiu na cidade numa época em que a culinária japonesa ainda não havia virado coqueluche entre os baianos. O primeiro endereço, na Ladeira da Barra, era sinônimo de charme e sofisticação. Mas a visão empreendedora do casal Karine e Jel Queiroz os levou a investir em um espaço maior. Foi assim que o Soho foi parar no atual endereço, a Bahia Marina, hoje considerada um dos mais importantes pólos gastronômicos da capital. A ampla casa se destaca na paisagem da Avenida Contorno. A localização privilegiada sobre a Baía de Todos os Santos é explorada em todos os ambientes projetados pelo arquiteto David Bastos. A área interna, climatizada, é leve e descontraída, com cadeiras coloridas e rodeada por paredes de vidro do teto ao chão. A varanda acompanha toda a extensão da casa e se assemelha a um deque sobre o mar, com parte do piso de madeira e outra de blocos de acrílico com iluminação especial à noite. O restaurante se propõe a oferecer uma cozinha contemporânea, moderna e criativa, sem perder a referência da tradicional culinária japonesa. A tradição é vista no sushi-bar, comandado pelo chef paulista Márcio Fushimi, que está no ramo há mais de dez anos. Como entrada, a sugestão é o shake oyster sauce, sashimi de salmão selado com óleo de gergelim e regado ao molho de ostras, azeite de ervas e pimenta-rosa, R$ 27,00 a porção com treze peças. Um dos pratos mais pedidos do cardápio é o fruto do mar no alumínio, com frutos do mar, shimeji, brócolis ninja, alho-poró, cebolinha, molho shoyu e sakê, R$ 48,00. Para fechar bem a refeição, prove a taça de sorvete de coco verde com calda de gengibre, R$ 6,80. A casa possui adega climatizada para 200 garrafas. Mais uma vez, o restaurante é eleito o melhor japonês da capital e também uma das dez melhores cozinhas da cidade, conforme a votação do júri de VEJA Salvador.

Avenida Contorno, 1010, Píer D, Bahia Marina, Comércio, 3322-4554/5616 (230 lugares). 12h/15h (ter. a dom.); 19h/0h (dom. a qua.); e 19h/1h (qui. a sáb.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. T.: Tr. Manobr. (R$ 2,00 de dia e R$ 4,00 à noite). Couvert: R$ 4,40 ou R$ 5,80; opcional. Ar. Entrega em domicílio (taxa de R$ 3,50 a R$ 6,50). www.sohorestaurante.com.br. Aberto em 1998. $$$

Companhia da Pizza
A pizzaria começou tímida, só com entregas, e hoje conquistou um público de "alto nível", como é classificado pelo proprietário, Antonio Portela. O local é ponto de encontro de intelectuais, formadores de opinião e artistas, além de ser muito freqüentado por turistas. Portela faz questão de receber todos com simpatia e está sempre criando novidades. As mais recentes são o Laboratório dos Doces, comandado pela gourmet Silvana Sacramento, que acrescentou mais de quinze novas delícias doces ao cardápio, e o Boteco da Espera, um espaço criado para dar mais conforto aos clientes que esperam por uma mesa. Destaque também para a criação de um espaço diferenciado para eventos e recreação infantil com parque e monitores, que deve ser concluído em novembro. O cardápio é composto por saladas, nada menos do que setenta sabores de pizza, calzones e panzones, massa fina e crocante dobrada com recheio no meio. A pizzaria conta com a consultoria de uma nutricionista e usa produtos selecionados, como rúcula orgânica, ovo de quintal e tomates especiais. A massa, leve e crocante, foi desenvolvida por Portela e é assada em forno a lenha. Entrada: rocatela, enrolado de mussarela de búfala com pepperoni, tomate seco e manjericão, servido em rodelas finas com aroeira em grãos e azeite de oliva, R$ 15,00. Prato principal: a sugestão é a pizza de baixa caloria feita com massa integral e recheio de cogumelos frescos, R$ 32,50 a média. Sobremesa: merengata, com creme de leite, morangos, geléia artesanal e suspiro, R$ 12,00. Pelo quarto ano seguido, foi eleito o lugar que serve a melhor pizza da capital, segundo o júri de VEJA Salvador.

Praça Brigadeiro Faria Rocha, s/nº, Rio Vermelho, 3334-6276 (350 lugares). 17h30/1h (dom. a qui.); e 17h30/2h (sex.e sáb.). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: T e V. T.: C e T. Manobr. (R$ 4,00). Couvert: R$ 9,00. Ar. Entrega em domicílio (3334-7443 Campo Grande até Itapuã; 17h/0h seg. a qui.; 17h/1h sex. e sáb.; e 12h/0h dom. e feriados). www.companhiadapizza.com.br. Aberto em 2000. $$

Bacalhau de Martelo
Eleito o lugar que serve a melhor comida portuguesa da cidade pelo júri de VEJA Salvador, o restaurante foi fundado há treze anos em uma casa no bairro do Barbalho. Comandado pelo baiano Osório Valente, em 1995 se mudou para um shopping no Rio Vermelho, atual endereço. O lugar é modesto, com mesinhas espalhadas no pátio, de onde se pode avistar o vai-e-vem de uma das ruas mais movimentadas do bairro. Valente, que se considera um autodidata na cozinha, é o responsável pela criação dos pratos, todos exaustivamente testados por ele antes de figurar no cardápio. O capricho e a criatividade do chef lhe renderam participações em diversos programas de culinária locais e nacionais, nos quais apresentou receitas como o bacalhau ao conde da ilha, que conquistou, em 2002, o primeiro prêmio "Bacalhau de Ouro", realizado pelo Clube do Bacalhau da Noruega, concorrendo com os melhores chefs do Brasil. Como parte da premiação, Osório ganhou uma viagem para Lyon, na França, onde teve a oportunidade de conhecer a Escola de Culinária do chef Paul Bocuse. O prato é feito com posta de filé de bacalhau grelhada na chapa com azeite de oliva, brócolis, cebola e alho, R$ 76,90, e serve até duas pessoas. Para entrada, a sugestão é o caldo de bacalhau, R$ 4,80. Outra sugestão de prato principal é o bacalhau à gomes de sá, que há alguns anos está na promoção, por R$ 10,90. Entre as sobremesas, destaque para o pudim de tapioca com calda de ameixa e a musse de cupuaçu, R$ 3,70 cada.

Rua Doutor Odilon Santos, 205, Shopping Rio Vermelho, Rio Vermelho, 3334-0458 (180 lugares). 9h/22h (seg. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: todos. T.: Tr e V. (do shopping). Ar. www.bacalhaudemartelo.com.br. Aberto em 1993. $$

Caminho de Casa
A arquiteta e uma das proprietárias da casa, Daniela Lerner, ressaltou a cultura regional na ambientação do restaurante. A região de Bichinho, em Minas Gerais, foi uma de suas principais referências, assim como a capoeira e a música baiana. A iluminação agradável deixa os clientes mais à vontade para uma conversa regada a chope e petiscos saborosos. Muitos preferem a informalidade das mesas sob a copa das árvores, iluminadas por esferas de luz coloridas. O artesanato complementa a ambientação dos três espaços: salão climatizado, varanda e área aberta. O cardápio preza pelo regionalismo, com pratos bem brasileiros. A carne de charque desfiada na chapa, com purê de banana-da-terra, R$ 8,90, e os pastéis de provolone com geléia de pimenta, ou de carne-seca com queijo de coalho, R$ 9,50, são muito solicitados. Para acompanhar, o chope bem gelado, R$ 2,90, de 300 mililitros. Desde que passou a funcionar 24 horas, a casa virou parada de notívagos, baladeiros e profissionais que trabalham à noite. Para esses freqüentadores da madrugada foi elaborado um menu especial. A novidade é o sanduíche de hambúrguer de charque com queijo de coalho, alface e tomate, acompanhado de aipim frito, R$ 13,00. Tanto capricho conferiu à casa o título de melhor fim de noite da capital, pela votação do júri de VEJA Salvador. Também são servidos café-da-manhã nordestino, R$ 9,90 por pessoa, aos sábados e domingos, e almoço executivo durante a semana, com pratos que custam de R$ 13,00 a R$ 19,00.

Rua Anísio Teixeira, 161, loja 34, Shopping Boulevard 161, Itaigara, 3353-7036. 24 horas. Cc.: todos. Cd.: M, R e V. T.: todos. (do shopping). Ar. Aberto em 1993.

http://veja.abril.com.br/melhor_da_cidade/salvador/restaurantes.shtml

 







   
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