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Estado Segipe - Nordeste do Brasil
Prepare-se para viajar em um roteiro ainda pouco explorado, que guarda surpresas mais do que agradáveis. Sergipe, em apenas 22 mil km2, reserva ao turista uma diversidade muito grande de modernidade, natureza, história, culinária e excelentes equipamentos turísticos, a começar por Aracaju, a capital, uma das mais belas do Nordeste.
No roteiro estão, também, belezas como o Pantanal de Pacatuba, com sua biodiversidade inigualável; a beleza do encontro das águas no “Cabeço”; Pirambu, com suas belas praias e manguezais nativos, a Reserva de Santa Isabel - área de preservação ambiental – e o Projeto Tamar, no Litoral Norte. Mas as surpresas não param por ai: Vale conhecer o Canyon de Xingó, impressionante muralha encravada no meio do Sertão Sergipano com seu lago e escarpas; as cidades de São Cristóvão - a quarta cidade mais antiga do Brasil -, e Laranjeiras - um verdadeiro museu a céu aberto da época da escravidão e do ciclo da cana-de-açúcar -, e as dunas e praias do Litoral Sul, portão de entrada para Mangue Seco, a “Terra de Tieta”.
Todas essas opções de roteiros são de fácil acesso e não estão longe de Aracaju. Em menos de duas horas de viagem se chega a qualquer um desses pontos.
SÃO CRISTÓVÃO
Em Sergipe, a 23 km da capital, está a quarta cidade mais antiga do Brasil: São Cristóvão, primeira capital de Sergipe, posto que perdeu em 1855, quando o então Presidente da Província, Inácio Joaquim Barbosa, transfere a capital para Aracaju. A cidade foi fundada por Cristóvão de Barros, em 1º de janeiro de 1590 - época em que Portugal estava sob domínio do Rei Felipe II da Espanha e 1o de Portugal -, recebendo seu nome em homenagem a Cristóvão de Moura, representante do rei da Espanha em Portugal.
Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 1939, São Cristóvão desenvolveu-se segundo o modelo urbano português em dois planos: cidade alta com sede do poder civil e religioso, e cidade baixa com o porto, fábricas e população de baixa renda. O casario guarda nas fachadas a divisão social do Brasil Colônia, representando cada grupo de poder. Os tribeiras, os beiras e os eiras indicavam aos passantes quem ali morava. Se era rico ou pobre, poderoso ou não.
O primeiro arraial foi fundado na confluência dos rios Sergipe e Poxim, local onde hoje se encontra Aracaju. A cidade sofreu sucessivas mudanças, até firmar-se, em 1607, à margem do Paramopama, afluente do rio Vaza-Barris, sua atual localização. Em 1637 foi invadida pelos holandeses, ficando praticamente destruída. As tropas luso-brasileiras sob comando do Conde Bagnuolo, tentando evitar a sobrevivência dos inimigos, incendiaram as lavouras, dispersaram o gado e conclamaram a população a desertar. Os holandeses, que encontraram a cidade semideserta, completaram a obra da destruição. Após a invasão holandesa, em 1645, a cidade foi reconstruída. Data daquela época a maioria dos monumentos que formam o fantástico patrimônio histórico da cidade.
ARACAJU
nome de origem tupi, junção das palavras arara e cajueiro -, é uma cidade aconchegante, de povo alegre e hospitaleiro, que mantêm a atmosfera de cidade calma, com grande vocação para deixar seus visitantes bem à vontade. Com uma orla de 30 quilômetros, de belíssimas praias, a capital sergipana respira brisa marinha em qualquer quadrante. A cidade mantem uma temperatura média anual de 27oC e cerca de 500 mil habitantes.
A capital sergipana nasceu em 1855, sendo a primeira cidade planeja do Brasil, é criada já com planejamento urbano, para abrigar a capital da Província, até então localizada em São Cristóvão (veja cidade históricas). A transferência deu-se por iniciativa do então presidente provincial Inácio Joaquim Barbosa, por São Cristóvão não oferecer mais as condições indispensáveis para uma sede administrativa. Os senhores de engenho do Vale do Cotinguiba, maior região produtora de açúcar, exigiram a mudança, por Aracaju estar à beira mar, facilitando o transporte da produção açucareira.
Sua construção, na época, foi um desafio à engenharia, face à localização numa área dominada por pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade, (em forma de tabuleiro de xadrez), foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável Sebastião Basílio Pirro. Naquela época, as cidades adaptavam-se às condições topográficas naturais, estabelecendo irregularidades no panorama urbano. No entanto, o engenheiro Pirro se contrapôs a essa irregularidade e Aracaju foi uma das primeiras cidades no Brasil a ter essa tendência geométrica.
ESTÂNCIA
A cidade de Estância, ainda guarda nos seus casarios o ar colonial do tempo do império. Praças aconchegantes, um povo extremamente hospitaleiro, algumas das mais belas praias do litoral de Sergipe, dunas, manguezais e uma culinária rica a base de frutos do mar. Um convite para quem gosta de lazer com tranqüilidade.
No ano de 1860 o imperador Dom Pedro II visitou a província. Durante três dias, de 19 a 21 de janeiro daquele ano, Estância foi sede do Governo Imperial, com a presença do Imperador e sua comitiva. Encantado com tanta beleza, Dom Pedro II chamou a cidade "o jardim de Sergipe".
Distância da capital: 74 km
Vias de acesso: BR 101 / às praias: SE100
Canion Xingo
O esforço conjunto do homem e da natureza deu ao Agreste sergipano um dos mais belos espetáculos do planeta. Paisagens belíssimas, formações rochosas deslumbrantes, água cristalina, trilhas ecológicas, vegetação exuberante e fauna diversificada: Isso é Xingó, localizado no município de Canindé do São Francisco, a 213 km da capital.
Navegar por entre as rochas dessa gigantesca muralha encravada no meio do Alto Sertão de Sergipe é algo inesquecível. São vales grandiosos, formando canyons de até 50 metros de altura, circundando um lago que, em alguns pontos, atinge até 190 metros de profundidade. Ninhais de garças e ilhas flutuantes completam o espetáculo. Em Xingó, a natureza caprichou em todos os detalhes.
As rochas guardam vestígios dos primeiros habitantes da região, que ali viveram a mais de oito mil anos atrás. E, também, as marcas das andanças do bando de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, em tempos menos distantes. A trilha de Angico, no município de Poço Redondo, leva à grota do mesmo nome, local onde morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove companheiros. Ver e dar um mergulho no rio São Francisco é uma emoção muito forte, uma experiência cheia de energia. Mas emocionante, mesmo, é conhecer o Canyon de São Francisco e o Lago de Xingó - resultado do represamento de parte do rio para a construção da Hidrelétrica de Xingó -.
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